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FORAL

Um foral era o contrato oficial entre o rei e uma terra/localidade. Um documento escrito (normalmente em pergaminho, com selo e tudo) que definia os direitos e deveres dos habitantes de uma vila, cidade ou concelho.

COMO É QUE FUNCIONAVA

  1. O rei (ou senhor com autoridade régia) concedia o foral a determinada localidade.
  2. No documento ficava estabelecido:
    • Quanto pagavam em impostos (em dinheiro, produtos ou trabalho).
    • Quais os privilégios da comunidade (feiras, isenção de certos tributos e obrigações feudais, posse de terras).
    • Regras de justiça e administração (quem podia julgar, como eram resolvidos conflitos).
  3. O foral dava autonomia relativa aos concelhos, mas sempre sob a tutela régia, ou seja, os vizinhos reconheciam o rei como seu único senhor feudal.
    Desta forma ficavam “protegidos” dos impostos e obrigações aos outros nobres e mesmo ao clero.

Em termos modernos: o foral era o “estatuto municipal” medieval, mas escrito em latim e com cheiro a mofo.


FUNÇÃO POLÍTICA E SOCIAL

Organizar a expansão territorial do reino (sobretudo no tempo de D. Afonso Henriques e sucessores).

Fixar populações em zonas fronteiriças ou recém-conquistadas (incentivo para que não fugissem à primeira invasão).

Garantir que os camponeses pagavam os devidos tributos, com maior clareza “legal” e menos arbitrariedade senhorial.


RESUMINDO

Um foral era como aquele contrato de telemóvel que nunca lês até ao fim: cheio de cláusulas, taxas escondidas e promessas de vantagens. A diferença é que, na Idade Média, se não cumprisses… não te cortavam a net, mas podias acabar em tribunal do rei.

O foral foi um instrumento essencial da monarquia portuguesa medieval: garantia a presença do poder régio, organizava a vida comunitária e, claro, assegurava que os impostos chegavam direitinhos ao tesouro do rei.



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